O que é e como se organizam os Comitês de Luta

História dos Comitês de Luta

Surgiram durante a luta dos trabalhadores contra o impeachment fraudulento da ex-presidenta Dilma Rousseff.

O que são os comitês de luta?

Um instrumento de luta do povo, e de organização suprapartidária para lutar contra todos os ataques que a direita golpista e os fascistas estão realizando contra o povo. 

Quem somos? Pessoas em geral, militantes de vários partidos, ou de nenhum, de movimentos sociais e coletivos, etc.

Quem pode participar? Todos que são contra os golpistas, a direita e o fascismo. 

Como se organizam? Os Comitês iniciam sua organização por cidades em um primeiro momento. Em cada cidade, ambiente de trabalho ou escola onde haja um ativista interessado, já será possível formar um comitê.
Todos os interessados devem se cadastrar, coletar materiais e entrar em contato pelo portal “https://comitesdeluta.com.br/“. A Coordenação dos Comitês de Luta (CCL), a partir do cadastro, entrará em contato com a coordenação regional para que ajude o ativista a organizar o comitê. O ativista que organiza o comitê cria suas redes com o apoio do CCL e baixa do portal, imprime e/ou recebe materiais como panfletos, cartazes e adesivos e com eles chama amigos e interessados a participarem de mutirões, panfletagens e manifestações para distribuírem esses materiais.
É dessa forma que o comitê crescerá, pois muitas pessoas terão um contato inicial através dos panfletos, bem como poderão dar o seu número de telefone ou WhatsApp ao ativista do comitê para que este o mantenha informado e o convide para as próximas atividades, como mutirões, manifestações, reuniões e debates. Assim, o comitê integra cada vez mais pessoas interessadas na luta.

O caráter dos comitês: ação! 

  • Antes de formar os comitês, precisamos compreender algumas questões políticas fundamentais sobre o trabalho a realizar.
  • O caráter dos comitês, ou seja, para que eles servem e como devemos encará-los: os comitês devem ser organismos voltados para a ação .
  • A discussão política dentro do comitê deve existir, mas deve ser breve, com o intuito de orientar a ação. (A CCL organiza programas e debates regulares na TV dos comités para nortear a discussão política dentro do comitê)
  • O comitê deve dedicar a maior parte do tempo para organizar ações práticas, tais como colagem de cartazes, panfletagem, mobilização para participação em atos etc.
  • O comitê deve ser amplo e agrupar toda e qualquer pessoa interessada na luta contra o golpe, pelo fora Bolsonaro e todos os golpistas, pelos direitos de Lula e as reivindicações populares básicas e imediatas. Todos aqueles que se identificam com essas reivindicações podem participar dos comitês. 
  • O comitê trabalha para ir de fato em busca de tais pessoas. É preciso ter em mente que o que une o comitê é a luta, a ação. As pessoas entram nos comitês para agir contra a direita.

 

A política para os comitês

  • O comitê não defende uma luta específica, setorial, como por exemplo defender apenas a candidatura de Lula para as eleições de 2022. Isso excluiria a luta contra o golpe, ou a luta contra a invasão imperialista na Venezuela, ou a vacinação em massa contra o COVID-19, etc.
  • Reduzir as reivindicações, com o argumento de que isso atrairia mais pessoas, pois seria mais “concreto”, mais próximo da realidade das pessoas, entre outros é uma concepção pequeno-burguesa, confusa do que é a classe operária, pois acredita que essa não é capaz de se mobilizar por questões políticas, mas tão somente econômicas. 
  • Desse modo, seria a pequena burguesia “iluminada” que, por meio de manobras, conduziria a classe operária para a “verdade”. Essa ideia é completamente falsa.
  • Reivindicações mais amplas, desde que objetivas e reais, tendem a atrair mais pessoas, enquanto uma pauta reduzida atrai menos pessoas, ou seja, apenas as interessadas em lutar por essa questão específica. 
  • Não devemos nos guiar por uma consideração subjetiva do que atrairia mais pessoas, do que seria mais popular ou não. Nossa base deve ser a política correta para dado momento, independente da sua maior ou menor popularidade; independente mesmo de se nossa posição irá prevalecer de imediato. 

 

Iniciando o trabalho 

Como montar um comitê do zero: 

  • O primeiro passo é encontrar algumas pessoas interessadas em montar o comitê. Não precisam ser muitas.
  • Se você faz parte de uma célula partidária, organização contra o golpe, sindicato, associação de bairro, ocupação, coletivo, movimento social, etc, esse deve ser o ponto de partida. Faça uma lista de contatos de pessoas que podem se interessar em formar um comitê. Essas pessoas devem ser procuradas e convidadas para uma reunião. 
  • Caso não tenha ninguém para ajudar a formar o comitê a partir de uma reunião (como primeira atividade), o responsável pode baixar do site dos comités e imprimir diretamente o material, ou a coordenação regional dos comitês poderá enviá-lo para que o responsável organize uma atividade de panfletagem
  • Escolha durante a panfletagem contatos de pessoas que demonstrem interesse no comitê, apresentando o comitê ao pessoal em questão e entregando os materiais a ela para que fique familiarizada. Depois da atividade, é preciso reunir os contatos conseguidos e organizar ligações para convidá-los a participar da reunião do comitê.
  • Uma vez tendo conseguido algumas pessoas, devemos marcar um dia e encontrar um local para a reunião. A primeira reunião deve definir o caráter do comitê, conforme as orientações acima, e já deve organizar algumas atividades.
  • Esse será uma espécie de proto comitê (comitê em formação). Sua formação deve ser informada à Coordenação dos Comitês de Luta (CCL) ao criar uma página no site que lista todos os comitês no Brasil e no exterior.
  • A partir daí, tendo as pessoas concordado em formar um comitê, o comitê deve ter um dia fixo e local para se reunir. Sugerimos no mínimo uma reunião por semana, no início, mesmo que nem todos os membros consigam participar com esta frequência. 
  • Deve ser organizada então a impressão de filipetas (baixar no site e colocar no espaço em branco seus dados de contato ou carimbo)  informando sobre a intenção de formar o comitê, horário e local da reunião, para ser distribuída no local em que se pretende iniciar a atuação: escola, universidade, local de trabalho, bairro etc. Caso não tenha sido bem sucedido no passo 1, esse será seu verdadeiro início
  • Todas as reuniões devem organizar alguma atividade, independentemente de contar com uma, duas, cinco, dez ou cinquenta pessoas. 
  • O responsável pelo comité participa da plenária semanal – no momento esta ocorre aos sábados 15h (horário de Brasília), via zoom, reunindo os diversos comitês para organizar as atividades conjuntas. Outros membros do comité são bem-vindos na plenária também.

 

Algumas atividades básicas que o comitê pode realizar: 

  • Colagem de cartazes.

     

  • Panfletagem em diversos locais, desde praças e locais de grande concentração de pessoas, até locais de estudo, fábricas, bairros etc. Quanto mais diversificado, melhor.

     

  • Produção de materiais do comitê (faixas para atos, materiais que ajudem a
    centralizar a atividade de rua, tais como bancas, cartazes informativos).

     

  • Murais com foto e texto explicando a situação do País e chamando para o comitê, nos locais de atuação desse.

     

  • Mobilização de pessoas para atos. O comitê deve procurar participar ativamente das manifestações, tanto na sua cidade, quanto nacionais.

     

  • Convocação a partir de ligações telefônicas para as próximas atividades

     

  • Arrecadação de fundos (mais informações abaixo)

     

  • Coleta de assinaturas (mais informações abaixo)

     

  • Produção de um boletim/jornal do comitê. Assim que tiver um mínimo de
    organização é interessante o comitê ter seu próprio órgão de imprensa, mesmo que modesto (uma folha frente e verso, algumas centenas de cópias). Nele, é possível informar nos seus locais de atuação sobre o progresso da luta contra a direita tanto em âmbito local quanto nacional, polemizar, debater questões de interesse, convocar atos etc.

     

  • Organização de ações coletivas. Tendo o comitê alcançado certa influência no seu âmbito de atuação, o que será obtido efetivamente com um órgão de imprensa, ele pode organizar até mesmo paralisações locais, ocupações, bloqueio temporário de ruas, entre outros.

     

  • Produção de artigos sobre os acontecimentos locais para o site dos comitês e as redes sociais; participação no programa na TV dos comités (no youtube), além de outras formas de propaganda que o comitê conseguir pensar

     

  • Debates

     

Sobre a arrecadação financeira 

 

Parte essencial de todo trabalho independente. A atividade deve ser encarada com naturalidade. Daremos aqui algumas sugestões: 

  • Produção de materiais contra o golpe para venda (camisetas, canecas, bótons etc.)

     

  • Arrecadação entre sindicatos e parlamentares

     

  • Caixinha nas atividades públicas (banca na rua, trabalho de porta em porta etc)

     

  • Rifas e pedágios (ir para um semáforo com uma faixa contra o golpe, panfletar nos carros e pedir contribuição) etc.

     

Deve-se dar preferência para atividades que estejam diretamente relacionadas à luta contra a direita, Fora Bolsonaro, direitos de Lula, Lula candidato, Lula presidente, auxílio emergencial, vacinação acessível a todos, etc e deve-se sempre fazer referência a essas questões. 

Algumas observações 

Os companheiros que conhecerem pessoas de outros locais interessadas em formar comitês ou ajudar de algum modo na campanha, devem pedir que visitem o site e passar o contato desses para a Coordenação dos Comitês de Luta (CCL). 

A CCL fará uma plenária semanal via zoom dos diversos comitês para encontrar os novos comitês locais, tirar dúvidas e organizar as atividades conjuntas.

Junte-se a nós!

Fora Bolsonaro e todos os golpistas! Contra o golpe, a ditadura e o fascismo. Lula presidente! A saída da crise é popular e nas ruas.