Campanha fora Bolsonaro: questões frequentes

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Oferecemos a seguir um guia de perguntas e respostas para auxiliar os companheiros a lutar contra o atual governo ilegítimo do Brasil. Junte-se aos comitês Fora Bolsonaro! Estas perguntas se repetiam muitas vezes durante discussoes com os camaradas formando novos comitês, e as respostas foram elaboradas para esclarecer o aspecto politico da campanha e auxilia-los na argumentaçao

1) De onde vem o Fora Bolsonaro?
O governo de Jair Bolsonaro é um governo de extrema-direita, resultado direto da mobilização da direita para o golpe de Estado que tirou Dilma Rousseff da presidência. Seu objetivo é entregar o país de vez ao imperialismo (o que já está fazendo) e eliminar a esquerda. Não há convivência possível com tal governo.
Nesse sentido, o “Fora Bolsonaro” deveria ser a palavra de ordem natural da esquerda e de todos os setores progressistas e democráticos. Além disso, é importante dizer que é uma tendência popular que se manifestou desde o primeiro momento depois das eleições. O povo quer o “Fora Bolsonaro”. Basta escutar as ruas, o carnaval, os shows, os estádios de futebol ou qualquer agrupamento onde o povo se reúne e logo o recado soa: « Ei, Bolsonaro, VTNC » . Existem assim diversas expressões esparsas, sejam de organizações, sejam de indivíduos, por uma repulsa a esse governo.

2) Qual é a alternativa ao Fora Bolsonaro?
A alternativa é a chamada política de “resistência”, ou seja, de tentar controlar e moderar a política do governo, o que é inviável. Sendo assim, a saída não seria derrubar Bolsonaro pela mobilização popular, mas pelas eleições, em 2022. Há vários problemas com essa posição:

1) Até 2022 ainda faltam três anos e praticamente todas as medidas contra a população que o governo apresentou foram vitoriosas. Em três anos, o país e os direitos da população podem ter sido completamente destruídos.

2) A política de convivência oferece a possibilidade do governo se estabilizar e aplicar medidas cada vez mais duras contra a população.
Nada garante que as eleições de 2022 vão acontecer. Pode haver um golpe militar, Bolsonaro pode cair antes disso.

3) Se as eleições acontecerem, a direita que já está no poder usará todos os seus recursos para impedir que a esquerda vença as eleições, como já fizeram em 2018, impedindo Lula de concorrer.
Uma coisa é certa, menos mobilização popular contra a totalidade desse governo, menos chances de reverter seus ataques.

3) O que significa ser contra o Fora Bolsonaro?
Não aderir ao Fora Bolsonaro é, em última instância, assumir o fica Bolsonaro, uma posição de conivência com esse regime político fascista. Em termos práticos esse tipo de atuação leva a uma política de tipo reformista, ou seja, busca-se combater as medidas do regime político ponto a ponto no sentido de retirá-las da pauta ou de “melhorá-las”. Na realidade, adota-se a posição de negociar com o governo em vez de buscar derrotá-lo. Em última análise, significa que se quer melhorá-lo, fazer com que o governo seja menos pior, ou seja, é acreditar que a raposa pode cuidar das ovelhas.

4) Aderir ao Fora Bolsonaro é abandonar as lutas específicas?
Definitivamente não! O fora Bolsonaro é o espaço de convergência das diversas lutas. Lutar pelo fora Bolsonaro é a maneira mais eficaz para bloquear os ataques que o governo está promovendo nas mais diversas áreas. É cortar o problema pela raiz, em vez de atuar ponto a ponto. Atualmente, os diversos grupos políticos em luta atuam de modo reativo a cada medida, declaração ou nomeação bizarra e danosa desse governo. Praticamente todos os dias nos deparamos com ataques novos. Isso faz com que a luta seja fragmentada, pontual e dispersa. Não é possível derrotar cada uma dessas medidas de forma separada. Precisamos atuar unificadamente em torno da questão central que é a derrubada do governo.

5) Aderir ao « Fora Bolsonaro é apoiar os governos anteriores?
A luta imediata é contra este regime político, produto de um golpe, de uma fraude e que tem características fascistas. Agora não é o momento de fazer a critica dos governos anteriores, mas de lutar contra esse governo presente. Adotar o fora Bolsonaro como orientação geral de luta significa fortalecer a mobilização popular para enfrentar esse governo e os ataques contra a população no futuro.
Do contrário, aumentará a possibilidade do próximo governo ser uma conciliação nacional, construída nos bastidores dos diretórios dos partidos, cujo resultado será uma aliança com os setores que sempre atacaram a população, inclusive com aqueles que deram o golpe de 2016 e são base do apoio do governo Bolsonaro. Quanto mais firmemente lutarmos contra Bolsonaro e se ele for derrubado por uma mobilização popular, mais favorável será a luta por um governo efetivamente dos trabalhadores.

6) Mas a saída de Bolsonaro não levaria Mourão à presidência?
A derrota do governo Bolsonaro por meio de uma ampla mobilização popular colocará todo o regime político pós-golpe de 2016 em crise. Mesmo que Mourão assuma a presidência, ele estará sob forte pressão popular e terá muito mais dificuldade em fazer avançar as políticas anti-povo e de terra arrasada do regime político atual. Além disso, Mourão não possui entre a base direitista a popularidade de Bolsonaro e será um governo muito mais fraco, com maior dificuldade de unificar os setores de direita em torno da política que atualmente está sendo levada adiante. Mas, é importante ter claro que com a pauta pela derrubada de Bolsonaro deve-se exigir a realização de eleições gerais democráticas, em oposição à farsa de 2018. Isto significa que Lula deve ter seus direitos políticos devolvidos. Para tanto, os processos judiciais fraudulentos contra Lula devem ser todos anulados.

7) Mas Bolsonaro não é um governo forte, com apoio popular?
Não. Primeiramente temos que lembrar que Bolsonaro só foi eleito porque Lula foi impedido de concorrer. A própria existência da manobra revela que Bolsonaro não tem essa popularidade.
Em segundo lugar, há uma crise dentro da própria burguesia com o seu governo, o que o torna mais vulnerável.

Finalmente, há dezenas de manifestações de repúdio ao governo, com multidões gritando contra Bolsonaro de forma espontânea nos mais diversos âmbitos.

É a hora de uma ofensiva para derrubar Bolsonaro.