Petroleiros reforçam compromisso com a reconstrução da empresa e cobram fim dos PEDs

A FUP participou nesta quarta-feira, 19, do evento de posse da presidenta da Petrobrás, Magda Chambriard, que contou com a presença do presidente Lula, da primeira dama, Janja, de oito ministros de Estado, dos presidentes da CEF, do Banco do Brasil e do BNDES e de várias outras autoridades. Com seus jalecos laranja, dirigentes sindicais petroleiros de vários estados marcaram presença no auditório do Centro de Pesquisas da Petrobrás (Cenpes), com palavras de ordem em defesa da reconstrução da estatal e cartazes cobrando o fim dos Planos de Equacionamentos dos Déficits da Petros (PEDs).

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, participou da cerimônia, ressaltando em sua fala a necessidade de recuperar a dignidade dos petroleiros que ajudaram a construir a Petrobrás e hoje sofrem com a corrosão de suas aposentadorias, em função dos descontos abusivos.

“Nós temos pessoas que fazem essa grande empresa, que são os trabalhadores e as suas trabalhadoras, pessoas que foram atingidas e sofreram muito ao longo dos seis anos que foram a tragédia dos governos Temer e Bolsonaro, principalmente os nossos aposentados e pensionistas, que muitos deles e delas, infelizmente, não conseguem nem ter a aposentadoria no final do mês”, afirmou o coordenador da FUP.

Ao final do evento, Bacelar e o coordenador da FNP, Adaedson Costa, entregaram à presidenta da Petrobrás e ao presidente Lula o dossiê elaborado pelas entidades que integram o Fórum em Defesa dos Participantes e Assistidos da Petros. O documento resgata toda a trajetória do Plano Petros e faz um diagnóstico dos PPSP-R e PPSP-NR, apresentando as alternativas que foram construídas pelas entidades no GT Petros para solucionar os problemas estruturais dos planos e acabar com os equacionamentos.

Reconstrução da Petrobrás

Em seu discurso, o coordenador da FUP ressaltou a importância da presença dos principais ministros de Estado e de diversas autoridades na posse da presidenta Magda Chambriard, o que demonstra o compromisso do governo Lula com a retomada do crescimento da estatal.

“Sabemos a necessidade que a empresa tem de voltar a investir aqui no Brasil… a Petrobrás não deve ser essa fábrica de gerar dividendos”, enfatizou Deyvid Bacelar, ressaltando o apoio da federação e de seus sindicatos aos compromissos assumidos por Chambriard de “movimentar a Petrobrás porque ela impulsiona o PIB do país” e de “gerir a empresa com respeito à sociedade brasileira”, como a presidenta reforçou em seu dircurso de posse.

“Concordamos plenamente com os desafios que a presidenta da Petrobrás elencou, de aumentar a capacidade de refino; de retomada das obras que foram paralisadas pela operação Lava Jato, em tempo mais urgente e mais célere porque o Brasil precisa disso; de termos uma transação energética justa e dialogada com as comunidades que são impactadas, com os trabalhadores e trabalhadoras; do retorno da empresa à petroquímica e (ao setor de) fertilizantes, com o processo de reabertura da Fafen PR”, afirmou o líder petroleiro.

“Temos também a concordância com a Petrobrás voltando a ser indutora da economia e da indústria nacional brasileira, principalmente a indústria naval, que foi combalida pela operação Lava Jato e que até hoje nós ainda não temos encomendas da Petrobras aqui no Brasil, gerando emprego e gerando renda para o povo brasileiro”, ressaltou Bacelar.

“Estamos juntos com a presidenta para que façamos da Petrobrás essa locomativa que move o Brasil e para a reestatização que precisamos fazer das refinarias que foram privatizadas”, concluiu o coordenador da FUP.

Fonte: CUT

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